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Bancos instalam antivírus sem os clientes saberem
por Alex Moura em 28-08-2006 14:16
atualizado em 05-10-2007 01:18
http://contido.com.br/?aid=83
 
Para proteger seus interesses, vários bancos adotaram a questionável iniciativa de instalar programas de proteção nos computadores dos clientes.
 
Vários bancos brasileiros (Unibanco, Banco do Brasil, entre outros) estão adotando um programa de segurança como forma de minimizar o riscos de seus usuários terem suas senhas roubadas. A iniciativa é válida, não fosse pelo detalhe que o programa é instalado e executado no computador do usuário sem seu pleno conhecimento.
 
O programa chama-se G-Buster Browser Defense, da GAS Informática, e se comporta como um antivírus especializado em detectar e eliminar programas de invasão (spyware) que executam tarefas como registrar tudo que é digitado, capturar telas e afins. A instalação do G-Buster é feita através do navegador Internet Explorer, na forma de um plugin ActiveX. Como atua como um antivírus, o programa se auto-atualiza e permanece na memória monitorando todos os programa executados e tráfego de dados na rede local e na internet.
 
Um dos principais problemas dessa iniciativa de segurança dos bancos é que o procedimento é feito sem que o usuário seja devidamente informado sobre o que é o programa e o que ele faz. O usuário acaba sendo penalizado na performance de seu sistema, já que o programa fica permanentemente scaneando tudo o que é acessado (programas, dados, etc). Se já houver algum outro antivírus em execução (Symantec, AVG, McAfee, etc) o sistema do Windows se torna mais lento ainda.
 
A iniciativa de instalar um software sem o conhecimento do usuário é extremamente invasiva, pois a decisão deveria ser do cliente e não do banco, por melhores que sejam as intenções. Piora a situação o fato de que remover o G-Buster é uma tarefa difícil, não acessível a usuários leigos, já que isso requer conhecimentos avançados sobre o Windows, pois o programa é benigno mas se comporta exatamente como os softwares malignos que combate, ficando oculto e inacessível.

Clientes que queiram remover a ferramenta devem contactar os bancos onde têm conta e pedir esclarecimentos.
 

Comentários:

Alexandre Machado comentou em 2008-03-07 12:17:30
Não só questionável como beira uma atitude criminosa. Mesmo que o software seja "benigno", uma vez que não visa lesar os clientes, a instalação de software de monitoramento, qualquer que seja, sem o conhecimento e aceite do usuário é CRIME.
Tive enorme trabalho para remover este verdadeiro vírus do meu computador, instalado pelo Banco REAL.
 

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